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BXB TV – Orgulho Banheirense

A BXBTV é um canal de distribuição de conteúdos online direcionado para a Baixa da Banheira e Vale da Amoreira podendo contundo vir a disponibilizar outros conteudos.

Jantar comemorativo dos 18 anos da Revolução de 25 de Abril, no GAC.

Jantar comemorativo dos 18 anos da Revolução de 25 de Abril (24/04/1992) , no Ginásio Atlético Clube da Baixa da Banheira.

 

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CLUBE UNIÃO BANHEIRENSE O CHINQUILHO – BREVE HISTÓRIAL

 Sem Título

NOTA PRÉVIA

O modesto trabalho agora apresentado, é o resultado de uma interessante e apaixonadíssima conversa que mantivemos com Manuel Barreira e João Luís duas pessoas que fazendo parte de um grupo mais vasto representam sem dúvida com toda a legitimidade esse punhado de colectivistas que na década de quarenta uniram esforços para que fosse possível a realização de um sonho que deu origem ao CLUBE UNIÃO BANHEIRENSE O CHINQUILHO como colectividade.

Este historial inicia-se com o seu nascimento espontâneo (década de 40), passa pela sua implantação física, em regime de arrendamento na altura, no local onde hoje se encontra a sua magnífica sede social (década de 50) e vai até aos anos 60, com a implantação do Teatro Amador no Chinquilho.

Por razões óbvias não foi possível reunir à mesma mesa como seria nosso desejo todos aqueles que participaram no processo de criação daquela que no fundo é hoje a nossa casa, por isso mesmo estamos conscientes que este trabalho apresentará algumas lacunas e omissões como aliás é natural neste tipo de documentação relacionada com a história.

Agradecemos aos nossos ilustres interlocutores a disponibilidade manifestada por ambos e que permitiu apresentar agora este pequeno historial.

As nossas desculpas por todas as falhas que certamente existirão e a promessa de que estamos sempre dispostos a proceder a todas as correcções julgadas oportunas.

Para essa eventualidade contamos com a colaboração de todos os que fizeram parte da equipa que deu origem à nossa colectividade.

Prestamos também uma justíssima homenagem àqueles que não estando já entre nós estarão sempre ligados à história da colectividade. Bem hajam onde quer que estejam, o Chinquilho jamais vos esquecerá.

João Miranda

Renato Rolão

Nos já distantes anos 40, estava fortemente implantada uma modalidade desportiva muito praticada na altura por grupos de amigos que se reuniam após o dia de trabalho e em todos os momentos livres de que dispunham, essa modalidade era conhecida como jogo da malha ou chinquilho.

Um desses grupos de amigos praticantes, era constituído entre outros por: ­Manuel Martins, Manuel Barreira, José Saloio, Santarém, António Diogo, António da Preta, Milheiro, Chico Moita, Carlos Costa, Serafim, António Bicas, José Grilo, João da Costa, Caiado, Passarinho e António Inácio.

Estávamos em 1941 e este grupo já tinha realizado os primeiros jogos de chinquilho na então taberna do Serafim situada naquela que viria a ser a rua 35, actualmente rua de Camões.

Porque a implantação da modalidade tinha já algum peso, alguns destes elementos deslocaramse ao pinhal do Zé Ribeiro a quem solicitaram a cedência de alguma madeira com o intuito de criar melhores condições para a prática da modalidade.

Uma vês conseguidos os seus intentos, era chegado o momento de meter mãos à obra, foram então feitos os telheiros de protecção dos tabuleiros do jogo, que eram colocados no chão à distância regulamentar de 7.20 metros entre si.

Criadas que estavam as condições indispensáveis para a prática da modalidade, era chegada a altura de legalizar o grupo como associação, foi por isso elaborado pelo João Luís o primeiro registo de associados, num livro tipo rol de mercearia e taberna muito usado na época, e, onde pela primeira vez constaram aqueles que viriam a ser os fundadores do Clube União Banheirense “O chinquilho”, Manuel Martins, Manuel Barreiras, António Milheiro, Chico Moita, Carlos Costa, David Sousa Gago entre outros.

Posteriormente e devido a algumas divergências surgidas entretanto, houve a primeira mudança de instalações para a então taberna da Ti Jaquina, estávamos na altura no ano de 1944/45.Este acontecimento, obrigou como é óbvio à mudança de todos os apetrechos para as novas instalações.

Após a montagem dos telheiros e dos tabuleiros havia que arranjar forma de angariar fundos para a recente associação, começaram então a realizar-se os bailes muito concorridos na altura e que para além do agrado geral faziam com que a associação realizasse algum capital necessário para se manter e para alguns petiscos convívio que tinham por objectivo juntar a rapaziada em torno do mesmo objectivo.

Alguns anos depois, por volta de 1948/49, houve nova mudança de instalações, desta vez, para que a proprietária da taberna que tinha até então servido de sede provisória, pudesse efectuar obras que consistiam na construção de um imóvel naquele terreno.

Uma vez mais, foi necessário mobilizar vontades e unir esforços para efectuar a mudança e a associação veio a ficar instalada de novo com carácter provisório no terreno da ti Boleira.

É nestas instalações, que pela primeira vez se forma uma comissão composta por: – Amadeu da Silva Valente, Virgílio Daniel, João Luís, João Pedro Nogueira, Manuel Barreira, Manuel Joaquim Ramos (Balecas) e António Mendes Semião entre outros.

Esta equipa tem a seu cargo, para além da gestão corrente da associação, a elaboração daqueles que viriam a ser os seus primeiros ESTATUTOS.

É interessante chamar aqui a atenção para um fabuloso espectáculo que tinha por parte do público presente uma enorme aceitação, abrilhantado pela trupe Silva Marques que consistia na representação cénica do teatro de marionetas, antecedido de um espectáculo de saltimbancos pelas ruas da povoação a cargo da mesma trupe, como forma de publicitar e mobilizar a população para o evento que se seguiria na colectividade.

A lotação estava quase sempre esgotada, e, o espectador, para além do pagamento do seu bilhete, tinha ainda que levar o seu próprio banco ou cadeira para assistir devidamente sentado a tão importante espectáculo.

Após a elaboração dos Estatutos, estes foram obrigatoriamente entregues ao Recto, (Autoridade máxima do Concelho) para serem examinados e depois, enviados ao Governo Civil para aprovação oficial. Data de 5 de Março de 1951 a sua aprovação por parte desta entidade.

São reconhecidos como sócios fundadores oficialmente, todos os indivíduos inscritos à data da sua aprovação, e é reconhecida também a data da fundação da colectividade em 11 de Maio de 1949 segundo os próprios Estatutos, que têm a seguinte redacção na sua parte final.

Estes Estatutos entram imediatamente em vigor logo que sejam aprovados pelo Exmo. Sr. Governador Civil de Setúbal e são considerados sócios fundadores todos os indivíduos inscritos à data da sua aprovação.

Lugar da Banheira, Concelho da Moita aos 5 dias do mês de Março de mil novecentos e cinquenta e um.

Seguem-se as assinaturas:

Pela comissão organizadora Manuel da Silva Barreira

o Sócio que serviu de Presidente da Mesa da Assembleia-geral Manuel Joaquim Ramos

o Sócio que serviu de Secretário da Mesa da Assembleia-geral Amadeu da Silva Valente

o Sócio que serviu de Secretário da Mesa da Assembleia-geral João Luís dos Santos

Passada a fase da aprovação dos Estatutos, uma vez que a colectividade, estava agora legalmente constituída, havia que criar as condições mínimas de higiene tendo em conta que as instalações eram frequentadas tanto por homens como por senhoras.

Assim, e por imposição da Inspecção-geral de Espectáculos, foram construídas duas retretes na altura, devidamente separadas, e, que se resumiam à existência de uma pia ou tigela para os homens e igual equipamento para as senhoras, nesta época como é sabido, e nesta terra, saneamento básico era coisa que não existia.

o Clube União Banheirense “O chinquilho” era agora uma realidade, tinha a sua importância e começava a ter também acrescidas responsabilidades de carácter social, assim, começou a ser equacionada a possibilidade da compra de sede própria, até porque as instalações existentes já não reuniam as condições para a sua expansão que se adivinhava iria acontecer num futuro muito próximo.

Surgiu então a possibilidade de compra daquela que viria a ser a Esplanada do Chinquilho.

A compra deste terreno, foi possível, graças a um empréstimo particular de 20 contos a pagar com juros, concedido pela velha Matilde.

O projecto para a esplanada era como é natural muito mais ambicioso, era agora possível a construção de um parque de chinquilho com todas as condições, tal como o existente na altura no Lavradio e que permitiria até a prática da modalidade a nível competitivo.

Nesta altura, aparece um grupo de rapazes constituído por João Mouzinho, Eduardo Martins e José Bilé entre Outros, com uma outra dinâmica e que em estreita colaboração com os corpos gerentes, contribuem para o salto que o chinquilho viria a dar em frente em termos desportivos e também recreativos.

É assim que muito naturalmente a colectividade investe na importante compra de um velho gerador de carrossel (posto a funcionar pelo jovem engenhoso Eduardo Martins) e os espectáculos nocturnos têm maior implantação e aderência por parte da massa associativa em particular e da população de forma geral.

Os dirigentes da colectividade adoptam na altura uma medida que teve um forte impacto e extraordinária aceitação por parte dos frequentadores dos bailes que se realizavam na época e que consistia na existência de entradas separadas para homens e senhoras, esta medida impunha à partida um maior respeito e agradava sobremaneira ás senhoras que acompanhavam as suas filhas aos eventos recreativos.

Como curiosidade, vale a pena referir que naquele tempo o transporte dos conjuntos musicais, era efectuado pela carroça do Ganhão, bem como o transporte do piano alugado sempre que era necessário para a realização de qualquer espectáculo, estaríamos nesta altura em 1950.

Uma colectividade era por força das circunstâncias, tal como actualmente, uma força viva e em constantes mutações procurando sempre as melhores condições de acolhimento para os seus associados.

Por essa razão e uma vez que existiam condições óptimas para as festas realizadas no verão, mas não tão boas em época de Inverno (pese embora o facto de a esplanada ter cobertura), a direcção decidiu-se pelo aluguer do salão do Chico Moita mediante o pagamento de uma renda mensal.

É assim que em 1953 aquando da inauguração do salão, o Chinquilho admite cerca de 200 novos sócios.

A colectividade estava em franco progresso e a própria terra veio a beneficiar com essa realidade, o Ginásio Atlético Clube que na altura se situava numa pequena casa (propriedade do Rei do Sebo) onde se situa actualmente a Caixa Geral de Depósitos, viu-se forçada (no bom sentido), a iniciar a obra que veio a dar lugar àquela que é hoje a sua Sede Social.

Em 1954 e por iniciativa do Firmino de Almeida, são realizados pela primeira vez na nossa terra os bailes da pinha com toda a pompa e circunstância.

O rigor com que esta festa era realizada, implicava a eleição do Rei e da Rainha e respectiva Corte, Príncipe e Princesa, Conde e Condessa, Barão e Baronesa, que vestidos a rigor eram devidamente apresentados pelo Arauto do Reino, também ele vestido a rigor, e de seguida premiados com todas as ofertas gentilmente cedidas pelo comércio local.

A arte dramática teve também por esta altura forte implantação tendo passado por esta casa bons artistas amadores e encenadores de reconhecido mérito e valor como por exemplo os encenadores João Pinheiro nesta fase e Freitas em 1960 que marcou a época de ouro do teatro amador no chinqilho.

Com uma esplanada propriedade sua, e com o aluguer do salão, o Clube União Banheirense ” o chinquilho ” era agora uma grande colectividade, com o enorme privilégio de ser possuidora de instalações apropriadas para o verão e para o Inverno, proporcionando assim, aos seus associados todas as condições de conforto e bem-estar.

Como nota final, nunca é demais realçar o importantíssimo papel que estes grandes colectivistas tiveram no trabalho realizado ao longo dos primeiros anos de vida desta casa, e que impulsionaram os que vieram a seguir para que o chinquilho viesse a ser com todo o mérito, a realidade que hoje todos conhecemos.

Ontem como hoje, a causa colectivista, teve e tem um papel importante a desempenhar.

Ser colectivista é acima de tudo privilegiar o colectivo e estar ao serviço dos outros e com os outros, é sem dúvida uma causa nobre que engrandece quem a pratica e contribui para a sua formação humana.

Aos que iniciaram o nosso querido CHINQUILHO agradecemos de todo o coração os ensinamentos que deles recebemos e que nos permitiram chegar onde hoje estamos.

O CLUBE UNIÃO BANHEIRENSE será sempre aquilo que nós quisermos e queremos sempre o melhor para aquilo que é nosso e para os nossos, assim sendo continuaremos na senda do progresso a trabalhar mais e melhor por respeito aos que um dia criaram esta casa.

Enterro do Entrudo

Realizou-se ontem, Quarta-Feira dia 14 de Fevereiro 2018, com inicio em frente da Retrosaria Italiana e terminando no Parque José Afonso a queima do Entrudo. Esta iniciativa foi efectuada pelo Rancho Folclórico Honra e Glória de Arrentela. O Enterro do Entrudo faz parte de tradições pagãs. O evento constou de um cortejo com o caixão onde a viúva e as amantes do Entrudo protagonizaram todo o Enterro em atos teatrais.

Carnaval da Comunidade Educativa 2018

 

https://photos.app.goo.gl/ikThV89nPQAEWiYW2

Projecto de reabilitação Urbana.

Desenvolvido por Daniel Demétrio e Rafael Moisés, 2 jovens Banheirenses, foi recentemente apresentado nas redes sociais e discutido com o Chefe de Gabinete do Presidente da Câmara Municipal da Moita, o Sr. João Romba, um projecto de requalificação urbana de zona junto à Escola Mouzinho da Silveira.

Do projecto consta desde a requalificação do Campo de Futebol, à criação de um Parque de Estacionamento, à colocação de um espaço Street Workout, um Parque para Crianças, Máquinas para Desporto, Fogareiros e Mesas para se comer, como também Bancos e Mesas de jogo entre outros acessórios essenciais para um bom parque urbano. Segundo foi comunicado pelos autores do mesmo, e após a reunião referida acima, o referido projecto, e a concretizar-se a sua execução, estará sujeito a alterações em virtude de o espaço onde é apresentado já ter, parte dele, sido atribuído ao CRIBB tendo de o mesmo sofrer alterações. Alterações essas ao projecto que se  que se comprometem a efectuar caso o mesmo avance.

2º. Debate sobre modelo e a localização das Festas Populares em Honra de São José Operário

2ª reunião pública promovida pela Junta de Freguesia da União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira e Comissão de Festas da Baixa da Banheira para debater o modelo e a localização das Festas Populares em Honra de São José Operário realizada na Sede do União Banheirense em 18 de Janeiro de 2018.

1º. Debate sobre modelo e a localização das Festas Populares em Honra de São José Operário

Festa de Natal comunitária

 

Festa de Natal comunitária, realizada na Escola Mouzinho da Silveira / Baixa da Banheira no dia 16/12/2017.

 

Natal dos Comerciantes 2017

Como têm vindo a ser noticiado, ocorreu hoje, no Largo João de Deus na Baixa da Banheira, e por iniciativa de alguns Comerciantes Locais da zona, um momento de festa. Festa de Natal dos Comerciantes da Baixa da Banheira. Esta iniciativa foi acompanhada desde praticamente o seu inicio pela BxB TV. Aqui fica um pequeno vídeo com a reportagem do que por lá se passou. Durante os próximos dias outro surgirá. Passem por cá.

 

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